Sunday, June 21, 2009
Friday, May 29, 2009
Friday, May 01, 2009
Saturday, April 25, 2009
Tuesday, April 07, 2009
A vida dos outros e as janelas de Amesterdão
A vida dos outros, a intimidade dos conhecidos, não me interessa. O que é privado é para ficar aí mesmo, atrás de um portão e de um muro. Mas a privacidade dos estranhos, confesso, atrai-me.
Gosto de ouvir as conversas das mesas do lado, espreitar o livro que quem também vai no autocarro está a ler, ver as caras dentro dos outros carros e imaginar vidas. A graça é essa. Podemos invadir a privacidade dos estranhos porque, na verdade, não invadimos nada nem lhes roubamos coisa nenhuma.
Em Amesterdão as casas, os restaurantes, os cafés, todos os lugares têm janelas grandes abertas sobre a rua. Provavelmente por causa do pouco sol, do muito cinzento e do civismo dos indígenas, que não se metem na vida uns dos outros. E é isso que faz desta cidade um lugar tão livre. Não as putas, os bares gays ou a droga. Isso é a excitação que cada um tem com a liberdade que não conhece. O que faz de Amesterdão uma cidade livre são as janelas, por onde eles não espreitam. Mas nós, nós somos estranhos de passagem, nós podemos.
Gosto de ouvir as conversas das mesas do lado, espreitar o livro que quem também vai no autocarro está a ler, ver as caras dentro dos outros carros e imaginar vidas. A graça é essa. Podemos invadir a privacidade dos estranhos porque, na verdade, não invadimos nada nem lhes roubamos coisa nenhuma.
Em Amesterdão as casas, os restaurantes, os cafés, todos os lugares têm janelas grandes abertas sobre a rua. Provavelmente por causa do pouco sol, do muito cinzento e do civismo dos indígenas, que não se metem na vida uns dos outros. E é isso que faz desta cidade um lugar tão livre. Não as putas, os bares gays ou a droga. Isso é a excitação que cada um tem com a liberdade que não conhece. O que faz de Amesterdão uma cidade livre são as janelas, por onde eles não espreitam. Mas nós, nós somos estranhos de passagem, nós podemos.
Foi o que ela trouxe
Amores perfeitos, da florista
Um romance, do armário
Um bom bocado, que o senhor Joaquim quis dar
E chá de tília, para acalmar o menino.
Um romance, do armário
Um bom bocado, que o senhor Joaquim quis dar
E chá de tília, para acalmar o menino.

